DOCUMENTÁRIO MENTALMORFOSE
Sob a perspectiva da comunicação popular, o webdocumentário “Mentalmorfose”, fundado em fevereiro de 2018, visa informar – além de tornar atraente ao público jovem – a Luta Antimanicomial, bem como os assuntos ligados à saúde mental e sofrimento psíquico. Com a premissa prioritariamente informativa, “Mentalmorfose” busca a promoção da conscientização e mobilização em prol da justiça social e de maior igualdade comunitária dentro do certame da saúde mental.
Ao unirmos os ideais do projeto, que era informar sobre a importância dos tratamentos em liberdade e assim impulsionar novos olhares, surgiu o “Mentalmorfose”. “Mental” não só por estarmos falando em saúde mental, mas também, manicômios e remeter a uma memória. “Morfose” por trazer o significado de mudança, podendo estabelecer uma ligação das transformações e objetivos que o movimento da Luta Antimanicomial preconiza. E para firmarmos essa identidade, trouxemos as fotografias dos personagens para o logo. Eles são os mais importantes nessa trajetória.
São quatro capítulos independentes, em que você pode ver na ordem que desejar.
louco cidadão: sujeito de direitos
Com a finalidade de contextualizar a trajetória da luta antimanicomial assim como a atuação de seus agentes transformadores, este capítulo traz entrevistas, falas e acervo de imagens com o objetivo de caracterizar o movimento da luta antimanicomial e seus feitos e conquistas durantes os anos, além de aproximar o internauta com a importância da Lei da Reforma Psiquiátrica.
dois lados da mesma face
O resgate de histórias e vivências por trás dos sujeitos que fazem parte dos usuários da rede de saúde mental foi o objetivo da composição deste capítulo. Tais como: Luciano Lira, usuário da rede de saúde mental e radialista da Rádio Maluco Beleza. Luciano possui esquizofrenia e mora com sua mãe em um bairro localizado em Campinas. Possui histórico de internação e atualmente, exerce trabalho voluntário na Rádio Maluco Beleza além de participar de palestras Brasil adentro sobre questões que envolvem transtornos mentais e a luta antimanicomial.
E também Walter Farias, ex-funcionário que acabou se tornando paciente do Hospital Psiquiátrico de Juqueri - Franco da Rocha, SP e autor do livro “ O Capa Branca”, no qual narra sua trajetória: as duas fases que viveu no manicômio, assim como as práticas abusivas de tratamento e condições precárias nas quais os usuários do local eram subordinados. No capítulo, focamos somente o momento em que ele foi funcionário do manicômio.
é o que nos torna iguais
Diálogos, oficinas, trabalhos manuais, esportes, interação com outros usuários, dança, canto e arte, são as temáticas abordadas neste capítulo, que se caracteriza pela exibição de práticas de tratamentos humanizados que são existentes na atualidade e se contrapõem às práticas de tortura e abuso que eram realizadas nos antigos manicômios.
Projetos como Copa da Inclusão, Núcleo de Trabalho e Arte (Nutrarte) e Coral Cênico Cidadãos Cantantes exemplificam o trabalho atual que envolve as conquistas do movimento da luta antimanicomial.
a liberdade é terapêutica
Esse capítulo retrata a importância da existência de serviços de saúde mental no território e de um tratamento mais humanizado para usuários com sofrimento psíquico. Os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) se caracterizam por serem instituições destinadas a acolher indivíduos com transtornos mentais, estimular sua integração social e familiar e apoiá-los em suas iniciativas de busca de autonomia e oferecer-lhes atendimento clínico e psicológico.
Além do CAPS, no capítulo você também verá sobre as Residências Terapêuticas (SRT), que são alternativas de moradia para pessoas que estavam internadas há dois anos ou mais em hospitais psiquiátricos, e que perderam os vínculos sócio-familiar.
